29/05/2006

Tantas vezes tempo

Estou inevitávelmente integrado numa rotina social que inconscientemente me afasta do que é realmente ser Humano, procuro então libertar-me desta realidade não contando o Tempo. Basicamente pretendo não classificá-lo, isto é, tomarei todos os segundos do meu dia como aproveitados visto que são vividos. A expressão “foi tempo perdido” deixará de fazer sentido nesta minha postura. Com esta atitude pretendo, acima de valorizar o meu ego, credibilizar todos os meus actos como reais formantes de um percurso, assim valorizo todo o meu espaço e não o meu tempo. Porque é em espaço que eu comunico e produzo, e não em minutos, é na dimensão do ser e do sentir que me coloco e não na do tempo.
O tempo desmistifica qualquer situação quando o seu valor é incalculável. É redutor e amedronta quem pense em percurso ou em projecto, o tempo torna qualquer espaço irreal, quando material.
Independencia é o que procuro, continuo a tentar definir liberdade, fomentado pela criação continuo com os meus objectivos definidos, definidos em mim, assim deixo de ter prazos. Cada vez mais dou valor ao etéreo e ao impalpável, porque na sua dimensão não existem obstáculos. Qual o tempo de um sonho? Quanto dura o intocável?
Caminho agora ao ritmo do meu corpo e mente, sintonizo-me em mim e finalmente estou ao meu alcance, tenho momentos inigualáveis que substituem os segundos por vida, apago as ideias de passado e de futuro, e também a de presente, e simplesmente Sou.

1 Comments:

Blogger Alcómicos said...

Bom post.
Salvador

1:38 da manhã  

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